#BestOfX
Nosso objetivo com o desenvolvimento deste trabalho é apresentar uma
possibilidade em gestão do conhecimento (GC) para tornar sustentáveis os
resultados das empresas e de profissionais.
Sabermos que muitas são as ferramentas e conceitos tradicionais da administração e da GC
para solução de problemas na empresa e desenvolvimento de projetos, mas na
experiência que tivemos na pós-graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento
no Senac, não só na elaboração do projeto como na vivência da sala de aula,
notamos que um fator é fundamental para que os projetos de GC perdurem nas
empresa e sejam “promovidos” a programas e em seguida a departamentos, para
então, serem departamentos estratégicos e vitais para a empresa.
Também composto de outras dimensões, esse ser humano precisa desenvolver competências e estimular habilidades que o ajudem a ampliar os horizontes e a
tomar decisões. Decisões que considerem a sustentabilidade, no seu significado
mais amplo, que vai do indivíduo, a organização, sociedade, planeta, incluindo,
ainda, o processo, a harmonia, o equilibrio entre empresas, entre pessoas para
se alcançar o que se pretende.
Vimos que a grande dificuldade das empresas giram em torno da criação de significado dentro da instituição do papel do colaborador, do gerente, o que é
realmente um problema, tanto da construção da realidade, de quem é o inimigo,
do que se espera do colaborador, quanto das vivências de cada pessoa.
Torna-se um desafio a organização mobilizar o conhecimento de seus membros para criar coletivamente novos e reais significados desse organismo vivo
A equipe, o grupo de profissionais, que observa o mundo através do pensamento sistêmico altera seus modelos mentais a fim de conquistar um
ambiente de colaboração constante, solidificando com essa característica sua
cultura e clima de forma a se tornar sustentável, através da utilização da
espiral do conhecimento nas suas relações de construção em busca da
transdisciplinaridade de seus conceitos fundamentais, dando novos significados
a realidade e a seus propósitos.
Por isso, os quatro pilares da educação são fundamentais para a empresa que aprende ou para a organização do conhecimento, visto que passando por
sistemas de aprendizagem nessas quatro fases o sujeito tem, ao seu tempo, o
despertar da consciência para a criação de novos significados.
Entendemos que é necessário preparar um pano de fundo para a implantação de iniciativas, projetos ou qualquer ação que envolva a gestão do conhecimento,
esse pano de fundo é um olhar, uma lente multifocal construída coletivamente
pelos agentes do processo e em seguida para que se compartilhem os significados
gerados e se tenha uma visão compartilhada do futuro é preciso despertar a
consciência para que perdure o resultado da GC onde quer que seja plantada a
semente.
De forma tácita durante o processo descobrimos que estávamos vivenciando e teorizando a gestão do conhecimento, e que essa harmonização era a grande
chave para a sustentabilidade das ações de gestão do conhecimento dentro das
empresas.
E quais seriam os mecanismos por traz desta equipe? Assim começamos um processo de reflexão e busca teórica das justificativas dos resultados de nossa produção durante o curso.
A primeira descoberta, ou melhor, a primeira passagem de conhecimento tácito para
explícito foi a construção do olhar, notamos que as teorias aprendidas em sala
de aula, impactavam nosso agir como grupo, não só justificavam teoricamente o
trabalho, mas influenciavam na nossa atitude.
É como se olhando através dessa lente acontecesse uma harmonização de três indivíduos em um único ser-coletivo, a espiral do conhecimento a girar nesse momento era uma só e o resultado era maior que três.
A segunda “descoberta” foi despertar nossa consciência sobre a necessidade entre equilíbrio de teoria e prática, foi realmente notar
que um não existe sem o outro e vice-versa, a ação/conhecimento de GC é
resultado de um movimento harmônico existente entre teoria e prática, de forma
que num determinando momento a interseção dos momentos do pêndulo entre os
pontos teoria e prática quando chegam a um equilíbrio geram uma nova
ação-conhecimento.
Discute-se muito se GC é realmente aplicável, se realmente pode ser praticada, ou se é
efetivamente aplicada no dia a dia, há discussões sobre a busca de uma GC
pragmática, nossa vivência permite afirmar que não há GC sem ação, não há GC
sem reflexão da teoria.
Se por acaso alguém não se encontrou na gestão do conhecimento, ou se alguma empresa não
conseguiu que seu projeto de GC perdurasse pela empresa, podemos afirmar que
não houver harmonização ou mesmo que as lentes construídas não foram individualmente
utilizadas por todos a ponto de compartilharem da mesma visão.
Juliana Cóis Silva
CONHESUS
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Tags: aprendizagem, conhecimento, consciência, construção, da, de, despertar, do, e, equipe, Mais...gestão, sustentabilidade, sustentável
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